{"id":53,"date":"2026-06-19T18:54:30","date_gmt":"2026-06-19T18:54:30","guid":{"rendered":"https:\/\/fpcontabil.com.br\/blog\/2026\/06\/19\/reforma-tributaria-simples-nacional-2026-2027\/"},"modified":"2026-06-26T19:42:51","modified_gmt":"2026-06-26T19:42:51","slug":"reforma-tributaria-simples-nacional-2026-2027","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fpcontabil.com.br\/blog\/2026\/06\/19\/reforma-tributaria-simples-nacional-2026-2027\/","title":{"rendered":"Reforma Tribut\u00e1ria Simples Nacional 2026-2027: Guia"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-large\" style=\"margin: 28px 0; margin-top: 0;\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 100%; max-width: 900px; height: auto; border-radius: 6px;\" src=\"https:\/\/fpcontabil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reforma-tribut-ria-e-simples-nacional-o-que-muda-em-2026-e-2027-capa-8962449.jpg\" alt=\"Reforma tribut\u00e1ria e Simples Nacional: o que muda em 2026 e 2027 \u2014 F Perrella Assessoria Cont\u00e1bil\" \/><\/figure>\n<p>A reforma tribut\u00e1ria brasileira est\u00e1 avan\u00e7ando a passos largos, e 2026 e 2027 ser\u00e3o anos decisivos para quem tem uma micro ou pequena empresa. Se voc\u00ea participa do Simples Nacional, j\u00e1 deve ter ouvido falar na CBS, no IBS e no fim do PIS e da Cofins \u2014 mas talvez ainda n\u00e3o saiba exatamente o que muda, quando muda e, principalmente, o que fazer antes que as mudan\u00e7as cheguem \u00e0 sua porta. <strong>Na F Perrella, acompanhamos dezenas de empresas em S\u00e3o Paulo que enfrentam esse desafio<\/strong>, desde cl\u00ednicas m\u00e9dicas e com\u00e9rcios at\u00e9 prestadores de servi\u00e7o e ind\u00fastrias, e o que mais ouvimos \u00e9: &#8220;Preciso entender isso antes que me pegue de surpresa.&#8221;<\/p>\n<p>Este artigo foi escrito exatamente para isso. Aqui voc\u00ea vai encontrar uma an\u00e1lise clara e objetiva sobre os impactos da reforma tribut\u00e1ria no Simples Nacional em 2026 e 2027, os prazos que voc\u00ea n\u00e3o pode perder, simula\u00e7\u00f5es de carga tribut\u00e1ria por faixa de faturamento e recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de planejamento para cada tipo de neg\u00f3cio. Sem juridiqu\u00eas, sem enrola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que a reforma tribut\u00e1ria muda \u2014 e o que o Simples Nacional tem a ver com isso<\/h2>\n<p>A reforma tribut\u00e1ria aprovada pela Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023 redesenha completamente o sistema de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo no Brasil. O modelo atual, com PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI, ser\u00e1 substitu\u00eddo por dois novos tributos: a <strong>CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os)<\/strong>, de compet\u00eancia federal, e o <strong>IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os)<\/strong>, de compet\u00eancia estadual e municipal.<\/p>\n<p>Para as empresas do Simples Nacional, o impacto \u00e9 direto. Hoje, o Simples re\u00fane em uma guia \u00fanica \u2014 o DAS \u2014 oito tributos, incluindo PIS, Cofins, ICMS e ISS. Com a reforma, esses tributos ser\u00e3o extintos e substitu\u00eddos por CBS e IBS. A quest\u00e3o central \u00e9: como o Simples Nacional vai absorver essa mudan\u00e7a?<\/p>\n<p>A resposta est\u00e1 sendo constru\u00edda em etapas. A Lei Complementar n\u00ba 214\/2025 regulamentou boa parte da transi\u00e7\u00e3o e definiu que as empresas optantes pelo Simples ter\u00e3o um regime diferenciado de recolhimento da CBS e do IBS \u2014 mas os detalhes operacionais ainda est\u00e3o sendo regulamentados pelo Comit\u00ea Gestor do IBS e pela Receita Federal.<\/p>\n<h3>O cronograma que voc\u00ea precisa conhecer<\/h3>\n<p><strong>2026:<\/strong> In\u00edcio do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. A CBS come\u00e7a a ser cobrada com al\u00edquota reduzida (0,9%) e o IBS estreia com al\u00edquota simb\u00f3lica (0,1%). Para o Simples Nacional, esses valores ser\u00e3o compensados com redu\u00e7\u00e3o equivalente no DAS, evitando bitributa\u00e7\u00e3o neste primeiro momento.<\/p>\n<p><strong>2027:<\/strong> PIS e Cofins s\u00e3o extintos oficialmente. A CBS assume integralmente. O ICMS e o ISS ainda coexistem com o IBS neste ano, dentro de um calend\u00e1rio gradual de substitui\u00e7\u00e3o que vai at\u00e9 2033.<\/p>\n<p><strong>2033:<\/strong> Transi\u00e7\u00e3o plena. ICMS e ISS deixam de existir, e o IBS opera em sua al\u00edquota cheia. O sistema tribut\u00e1rio brasileiro estar\u00e1, ent\u00e3o, completamente reformulado.<\/p>\n<h2>Quando exatamente o PIS e a Cofins deixam de existir?<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\" style=\"margin: 28px 0;\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 100%; max-width: 900px; height: auto; border-radius: 6px;\" src=\"https:\/\/fpcontabil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reforma-tribut-ria-e-simples-nacional-o-que-muda-em-2026-e-2027-meio-8872622.jpg\" alt=\"Reforma tribut\u00e1ria e Simples Nacional: o que muda em 2026 e 2027 \u2014 F Perrella Assessoria Cont\u00e1bil\" \/><\/figure>\n<p>Essa \u00e9 uma das perguntas mais frequentes que recebemos, e a resposta \u00e9 precisa: <strong>o PIS e a Cofins ser\u00e3o extintos em 1\u00ba de janeiro de 2027<\/strong>. A partir dessa data, a CBS assume integralmente a fun\u00e7\u00e3o dessas contribui\u00e7\u00f5es, com uma al\u00edquota-padr\u00e3o prevista de 8,8% para o regime regular (Lucro Presumido e Lucro Real).<\/p>\n<p>Para quem est\u00e1 no Simples Nacional, a extin\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins n\u00e3o significa, necessariamente, sa\u00edda do regime. A CBS ser\u00e1 recolhida dentro do DAS de forma unificada, mas com regras espec\u00edficas ainda em fase de regulamenta\u00e7\u00e3o. O ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9: o valor que voc\u00ea paga hoje pelo PIS e Cofins embutido no DAS pode n\u00e3o ser o mesmo valor da CBS que vai substitu\u00ed-lo.<\/p>\n<p>Por isso, 2025 e in\u00edcio de 2026 s\u00e3o o momento ideal para fazer uma simula\u00e7\u00e3o da sua carga tribut\u00e1ria atual versus a projetada \u2014 e n\u00e3o deixar essa an\u00e1lise para a \u00faltima hora.<\/p>\n<h2>Impactos por segmento: ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os no Simples Nacional<\/h2>\n<p>A reforma n\u00e3o afeta todos os setores da mesma forma. Entender o impacto espec\u00edfico para o seu tipo de neg\u00f3cio \u00e9 o primeiro passo do planejamento tribut\u00e1rio.<\/p>\n<h3>Com\u00e9rcio (Anexo I do Simples Nacional)<\/h3>\n<p>As empresas comerciais tendem a ser as que mais se beneficiam do novo modelo no longo prazo. O IBS e a CBS s\u00e3o tributos n\u00e3o cumulativos, o que significa que o imposto pago na compra de mercadorias pode ser creditado para abater o imposto devido na venda. Para o varejista que hoje est\u00e1 no Anexo I do Simples e n\u00e3o aproveita cr\u00e9ditos de ICMS de forma plena, essa mudan\u00e7a pode representar uma redu\u00e7\u00e3o efetiva de carga.<\/p>\n<p>O risco, por\u00e9m, est\u00e1 na transi\u00e7\u00e3o. Em 2026 e 2027, a cumulatividade parcial pode criar distor\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias que aumentam o custo tribut\u00e1rio antes de reduzi-lo.<\/p>\n<h3>Ind\u00fastria (Anexo II do Simples Nacional)<\/h3>\n<p>Para o setor industrial, a extin\u00e7\u00e3o do IPI (prevista para 2033, com redu\u00e7\u00f5es graduais) e a entrada do CBS e IBS abrem possibilidades relevantes de aproveitamento de cr\u00e9ditos ao longo da cadeia produtiva. Mas h\u00e1 um risco concreto: empresas industriais de pequeno porte que vendem para grandes varejistas ou distribuidores podem enfrentar press\u00e3o de renegocia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, j\u00e1 que os compradores passar\u00e3o a exigir o repasse dos cr\u00e9ditos fiscais gerados na transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Prestadores de Servi\u00e7o (Anexos III, IV e V do Simples Nacional)<\/h3>\n<p>Aqui est\u00e1 o ponto mais cr\u00edtico da reforma para quem est\u00e1 no Simples. Os prestadores de servi\u00e7o, especialmente os enquadrados nos Anexos IV e V (com al\u00edquotas j\u00e1 mais altas), precisam avaliar com cuidado se a manuten\u00e7\u00e3o no Simples ainda ser\u00e1 vantajosa a partir de 2027.<\/p>\n<p>O motivo \u00e9 simples: servi\u00e7os geram poucos cr\u00e9ditos de CBS e IBS para abater, pois n\u00e3o t\u00eam uma cadeia de compras t\u00e3o extensa quanto o com\u00e9rcio ou a ind\u00fastria. Isso significa que a carga tribut\u00e1ria efetiva sobre servi\u00e7os no novo sistema pode ser maior do que parece \u00e0 primeira vista.<\/p>\n<p><strong>Na pr\u00e1tica, o que observamos na F Perrella \u00e9 que a maioria dos empres\u00e1rios de servi\u00e7os subestima o impacto da reforma porque olha apenas para a al\u00edquota nominal, sem considerar a base de c\u00e1lculo mais ampla e a menor gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos que o novo sistema implica.<\/strong> Uma simula\u00e7\u00e3o detalhada, considerando o perfil real de compras e receitas do neg\u00f3cio, \u00e9 indispens\u00e1vel antes de qualquer decis\u00e3o.<\/p>\n<h2>Vale a pena manter o Simples Nacional ap\u00f3s a reforma? Simula\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/h2>\n<p>N\u00e3o existe uma resposta \u00fanica para essa pergunta. O que existe \u00e9 um conjunto de vari\u00e1veis que, analisadas juntas, indicam o melhor caminho para cada empresa.<\/p>\n<h3>Faixa de faturamento at\u00e9 R$ 360 mil\/ano (Microempresa)<\/h3>\n<p>Para microempresas com faturamento at\u00e9 R$ 360 mil anuais e margens de lucro controladas, o Simples Nacional tende a continuar sendo o regime mais vantajoso mesmo ap\u00f3s a reforma. As al\u00edquotas iniciais do Simples s\u00e3o baixas e a simplifica\u00e7\u00e3o operacional (uma guia \u00fanica, menos obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias) representa uma economia real de tempo e dinheiro.<\/p>\n<h3>Faixa de faturamento entre R$ 360 mil e R$ 1,8 milh\u00e3o\/ano<\/h3>\n<p>Nessa faixa, a an\u00e1lise precisa ser feita caso a caso. Empresas com alto volume de compras tributadas (com\u00e9rcio e ind\u00fastria) podem se beneficiar da n\u00e3o cumulatividade do IBS e da CBS no Lucro Presumido. Prestadores de servi\u00e7o com margens altas e poucos insumos dedut\u00edveis, por outro lado, tendem a permanecer melhor no Simples.<\/p>\n<h3>Faixa de faturamento entre R$ 1,8 milh\u00e3o e R$ 4,8 milh\u00f5es\/ano<\/h3>\n<p>Aqui a reforma pode criar uma oportunidade real de migra\u00e7\u00e3o para o Lucro Presumido. Com a CBS e o IBS n\u00e3o cumulativos, empresas que hoje ficam no Simples por in\u00e9rcia podem descobrir que o regime regular oferece carga tribut\u00e1ria equivalente ou inferior, com a vantagem adicional de maior clareza cont\u00e1bil e acesso a linhas de cr\u00e9dito mais favor\u00e1veis.<\/p>\n<h3>Qual \u00e9 o prazo para optar pelo Simples Nacional em 2027?<\/h3>\n<p>O prazo de op\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional \u00e9 anual e segue o calend\u00e1rio da Receita Federal. Para o ano-calend\u00e1rio de 2027, a janela de op\u00e7\u00e3o (ou de exclus\u00e3o) ser\u00e1 em <strong>janeiro de 2027<\/strong>, com data-limite normalmente fixada no \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas. Empresas que desejam migrar do Simples para o Lucro Presumido a partir de 2027 precisam formalizar a exclus\u00e3o do Simples at\u00e9 essa data.<\/p>\n<p>Isso significa que a an\u00e1lise e a decis\u00e3o precisam estar prontas <strong>antes do fim de 2026<\/strong>. Deixar para janeiro de 2027 \u00e9 arriscar tomar uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica \u00e0s pressas, sem os dados necess\u00e1rios.<\/p>\n<h2>Obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias durante a transi\u00e7\u00e3o: o que muda no compliance<\/h2>\n<p>Uma das promessas centrais da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 a simplifica\u00e7\u00e3o. Mas durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o \u2014 especialmente entre 2026 e 2029 \u2014 a realidade pode ser o oposto: mais obriga\u00e7\u00f5es coexistindo, mais sistemas para alimentar, mais declara\u00e7\u00f5es para entregar.<\/p>\n<p>Para as empresas do Simples Nacional, as principais mudan\u00e7as no compliance esperadas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Nota Fiscal com destaque de CBS e IBS:<\/strong> A partir de 2027, as notas fiscais dever\u00e3o indicar os valores de CBS e IBS destacados, mesmo para empresas do Simples. Isso exigir\u00e1 atualiza\u00e7\u00e3o nos sistemas de emiss\u00e3o de NF-e e NFS-e.<\/li>\n<li><strong>Gera\u00e7\u00e3o e aproveitamento de cr\u00e9ditos:<\/strong> As empresas do Simples poder\u00e3o transferir cr\u00e9ditos de CBS e IBS para seus clientes do regime regular. Isso cria uma oportunidade comercial, mas tamb\u00e9m uma obriga\u00e7\u00e3o de controle.<\/li>\n<li><strong>Declara\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do IBS:<\/strong> O Comit\u00ea Gestor do IBS vai exigir declara\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, em adi\u00e7\u00e3o \u00e0s j\u00e1 existentes. O n\u00famero exato e o formato ainda est\u00e3o sendo definidos, mas a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 se preparar para um aumento tempor\u00e1rio de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/li>\n<li><strong>Atualiza\u00e7\u00e3o de cadastros no CNPJ e junto aos fiscos estaduais e municipais:<\/strong> A migra\u00e7\u00e3o do ICMS e ISS para o IBS exigir\u00e1 atualiza\u00e7\u00f5es cadastrais que, se negligenciadas, podem gerar inconsist\u00eancias e autua\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A mensagem aqui \u00e9 clara: a simplifica\u00e7\u00e3o prometida pela reforma \u00e9 real no longo prazo, mas a transi\u00e7\u00e3o exige aten\u00e7\u00e3o redobrada ao compliance. N\u00e3o \u00e9 o momento de reduzir a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 parte fiscal e cont\u00e1bil do neg\u00f3cio \u2014 \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Benef\u00edcios fiscais mantidos e extintos: o que as PMEs precisam saber<\/h2>\n<p>A reforma tribut\u00e1ria preserva alguns benef\u00edcios importantes para micro e pequenas empresas, mas extingue outros que muitos empres\u00e1rios j\u00e1 incorporaram no seu planejamento financeiro sem perceber.<\/p>\n<p><strong>O que se mant\u00e9m:<\/strong> O tratamento diferenciado e favorecido garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o para microempresas e empresas de pequeno porte est\u00e1 preservado. O Simples Nacional, como regime, continuar\u00e1 existindo \u2014 a reforma n\u00e3o extingue o regime simplificado, apenas adapta os tributos que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p><strong>O que muda ou \u00e9 extinto:<\/strong> Benef\u00edcios regionais de ICMS concedidos pelos estados (os chamados &#8220;benef\u00edcios da guerra fiscal&#8221;) ser\u00e3o extintos com a substitui\u00e7\u00e3o do ICMS pelo IBS. Empresas que hoje se beneficiam de regimes especiais de ICMS \u2014 especialmente no setor de com\u00e9rcio e ind\u00fastria \u2014 precisam mapear esse impacto imediatamente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Simples Nacional perder\u00e1 o diferencial competitivo de &#8220;n\u00e3o destacar IBS na nota fiscal&#8221; em algumas opera\u00e7\u00f5es, o que pode afetar a rela\u00e7\u00e3o comercial com clientes do regime regular que desejam aproveitar cr\u00e9ditos m\u00e1ximos.<\/p>\n<h2>O que fazer agora: um roteiro de planejamento tribut\u00e1rio para 2026-2027<\/h2>\n<p>Diante de tudo isso, o que um empres\u00e1rio deve fazer concretamente? Separamos um roteiro objetivo:<\/p>\n<p><strong>1. Fa\u00e7a um diagn\u00f3stico tribut\u00e1rio ainda em 2026.<\/strong> Levante sua carga tribut\u00e1ria atual, identifique em qual anexo do Simples voc\u00ea est\u00e1 enquadrado e calcule quanto voc\u00ea paga de cada tributo dentro do DAS hoje.<\/p>\n<p><strong>2. Simule cen\u00e1rios para 2027.<\/strong> Com base no seu faturamento, margem de lucro e volume de compras, estime sua carga tribut\u00e1ria em dois cen\u00e1rios: permanecendo no Simples e migrando para o Lucro Presumido. Essa simula\u00e7\u00e3o precisa ser feita por um contador com acesso aos par\u00e2metros reais do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>3. Avalie suas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/strong> Identifique quais sistemas de emiss\u00e3o de notas fiscais voc\u00ea usa e verifique se j\u00e1 h\u00e1 atualiza\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para o novo formato com destaque de CBS e IBS.<\/p>\n<p><strong>4. Tome a decis\u00e3o sobre o regime de 2027 at\u00e9 ssetembro de 2026.<\/strong> N\u00e3o espere janeiro. Defina antes, com calma e dados concretos, se vai permanecer no Simples ou migrar.<\/p>\n<p><strong>5. Monitore as regulamenta\u00e7\u00f5es.<\/strong> A reforma ainda est\u00e1 sendo regulamentada em detalhes. Acompanhar as publica\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea Gestor do IBS e da Receita Federal \u2014 ou contar com um escrit\u00f3rio cont\u00e1bil que fa\u00e7a esse monitoramento por voc\u00ea \u2014 \u00e9 fundamental para n\u00e3o ser pego de surpresa.<\/p>\n<p>A reforma tribut\u00e1ria \u00e9 complexa, mas n\u00e3o precisa ser paralisante. Com informa\u00e7\u00e3o de qualidade e planejamento antecipado, sua empresa pode atravessar essa transi\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a \u2014 e at\u00e9 sair na frente dos concorrentes que deixaram para a \u00faltima hora.<\/p>\n<p><strong>Quer resolver esse problema na sua empresa?<\/strong><br \/>\nFale com um especialista da F Perrella \u2014 atendemos empresas em S\u00e3o Paulo e regi\u00e3o h\u00e1 mais de 30 anos.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/fpcontabil.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u2192 fpcontabil.com.br<\/a> | (11) 2685-6943 | <a href=\"https:\/\/wa.me\/551126856943\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WhatsApp<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reforma tribut\u00e1ria Simples Nacional 2026 2027: conhe\u00e7a as mudan\u00e7as com CBS, IBS, prazos e impactos para sua PME. 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